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HISTÓRIA

 

onduladeira manual Em 1856, dois ingleses, Healey e Allen, patentearam a primeira forma de papelão ondulado, inicialmente utilizado como proteção interna para chapéus. Tal feito foi obtido através de uma máquina de mão, bastante simples, composta por dois rolos corrugados que pressionavam entre eles uma folha de papel dando-lhe a forma ondulada, semelhante a que podemos observar nos papelões produzidos atualmente. Porém, a primeira utilização do papelão ondulado como embalagem ocorreu em 1871, quando o americano Albert L. Jones obteve a patente para envolver produtos frágeis - como garrafas - em embalagens produzidas com esta matéria-prima. Em 1881 foi concebida a primeira máquina do gênero motorizada e em 1895 Jefferson T. Ferres, da empresa Sefton Manufacturing Co., projetou a primeira onduladeria que se tem conhecimento. Em 1903, um produtor de cereais usou pela primeira vez uma caixa de papelão ondulado, conseguindo a aprovação oficial deste tipo de embalagem de transporte. No Brasil, ocorreu em 1935 a fundação da primeira fábrica de papelão ondulado pelos Srs. João Costa e Ribeiro, que introduziram no nosso mercado o ondulado parede simples, até então importado da Alemanha. Em 1952 foi constituída a FEFCO - European Federation of Corrugated Board Manufacturers e em 1974 foi fundada no Brasil a ABPO - Associação Brasileira do Papelão Ondulado. (Fonte: site ABPO - 2012)

 
 




FABRICAÇÃO

 

estrutura-papelaoPapelão ondulado é uma estrutura composta por um ou mais elementos ondulados - denominados "miolos" - fixados com cola a dois ou mais elementos lisos - denominados "capas".
O papel utilizado para a fabricação do papelão ondulado é conhecido como kraft - "forte" em alemão - e tem a mesma origem do papel comum (fibras de celulose), porém é submetido a um processo de cozimento químico específico.
Atualmente, grande parte da matéria-prima utilizada na fabricação do papelão ondulado é de origem reciclada, ou seja, do reprocessamento de caixas e acessórios de papelão já utilizados e descartados. Segundo o conceito de reciclagem, o material alvo do processo deve retornar à cadeia produtiva que lhe deu origem com as mesmas características iniciais. A reciclagem do papelão ondulado é um dos processos que mais se aproxima desse conceito, ou seja, o elemento volta para a mesma cadeia produtiva que lhe deu origem com características de utilização muito próximas das originais.
chapas-de-papelaoAs máquinas utilizadas para a fabricação do papelão ondulado são denominadas "onduladeiras", que são alimentadas com pelo menos três elementos: capa interna (que ficará do lado de dentro da caixa), miolo e capa externa (que ficará do lado de fora da caixa). O elemento miolo passa entre dois cilindros corrugados que, por processo de pressão, assume a forma ondulada. Sobre o topo dessas ondas é aplicada a cola onde serão fixadas as capas, tudo isso submetido a ação do calor. Em seguida, essa composição é cortada em chapas de acordo com a finalidade para a qual será destinada.
O argumento que justifica a construção dessa combinação é que o papelão ondulado oferece uma resistência estrutural bem maior do que a soma das resistências individuais que os três ou mais elementos utilizados na sua fabricação possuem isoladamente em seus estados originais.

 

 

 

 




ESPECIFICAÇÕES

 

Uma chapa de papelão ondulado, além das características visíveis e inerentes a cada um dos elementos utilizados na sua fabricação (miolos e capas), possui diversas características técnicas que resultam em uma extensa gama de variedades capazes de atender às necessidades mais específicas de cada produto. Veja abaixo as mais importantes:


Tipos de Parede
paredeParede Simples

capa + miolo + capa
Parede Dupla

capa + miolo + capa + miolo + capa
Parede Tripla

capa + miolo + capa + milo + capa + miolo + capa

 

Tipos de Onda (mais utilizadas)
ondasE (micro ondulado) = 1,2 a 1,5mm de espessura (31 a 38 ondas a cada 10cm).

B (onda baixa) = 2,5 a 3,0 mm de espessura (16 a 18 ondas a cada 10cm).
C (onda alta) = 3,5 a 4,0mm de espessura (13 a 15 ondas a cada 10cm).
BC (parede dupla) = 5,9 a 7,2mm de espessura (número de ondas do B e do C, respectivamente).

BCE (parede tripla) = espessura mínima de 7,1mm (número de ondas do B, do C e do E, respectivamente).

 

Gramatura (g/m2)
colunaÉ o peso médio em gramas de um metro quadrado do papelão ondulado.

 

Coluna (kgf/cm)
É a resistência à compressão de um corpo de prova de papelão ondulado, tendo a carga sido aplicada no topo das ondas. É um parâmetro muito importante para o cálculo da resistência da caixa à compressão necessária para suportar à carga do empilhamento (fórmula de McKee).

 
 




SUSTENTABILIDADE


reciclavelrecicladoO papelão ondulado é um dos materiais para embalagem mais ecológicos que existe. Analisando o seu ciclo de vida útil, desde a sua fabricação até o seu descarte, ele é o mais eficaz e versátil, pois além de provocar um baixíssimo impacto ambiental proporciona excelente relação leveza-robustez e custo-benefício às suas embalagens.
Atualmente o papelão ondulado é produzido em sua menor parte através de fibras virgens de celulose, que por sua vez são obtidas em fontes 100% renováveis de florestas de eucalipto e pinnus, todas adequadamente manejadas. A maior parte da matéria-prima utilizada tem origem em processos de reciclagem de embalagens e acessórios de papelão descartados e recolhidos por empresas especializadas no seu aproveitamento. O papelão ondulado é de fácil coleta em grandes volumes comerciais, por isso o seu custo de reprocessamento é relativamente baixo. Estima-se que atualmente mais de 70% do papelão produzido no Brasil é proveniente de material reciclado - um dos materiais que mais se recicla no país. Outro fator relevante é que a fabricação de papelão com uso de aparas gasta 10 a 50 vezes menos água que o processo tradicional - que usa celulose virgem - além de reduzir o consumo de energia pela metade. Uma tonelada de aparas pode evitar o corte de 10 a 12 árvores de plantações comerciais reflorestadas. Ainda que não haja cortes de árvores nativas das nossas florestas, é sempre desejável que não ocorra expansão dessas culturas, visto que não são espécies da flora brasileira e ocupam importante espaço agricultável que poderia ser destinado para o cultivo de produtos alimentícios.
prensaMesmo diante dos altos índices de reciclagem do papelão ondulado, a pequena parcela que ainda é lançada inadequadamente no meio-ambiente é biodegradável e produz um impacto ambiental muito menor do que outros materiais correlatos. Em menos de um ano o papelão estará totalmente decomposto, não oferecendo riscos à saúde humana ou dos animais, uma vez que não aparasdeixam resíduos contaminantes no solo e nos lençóis freáticos. Ainda que a tendência mundial seja a fabricação de chapas de papelão ondulado cada vez mais leves e produzidas com material reciclado, o avanço tecnológico do setor tem resultado num ganho expressivo da sua resistência mecânica, suficiente para manter a qualidade original oferecida por uma chapa de papelão fabricada com matéria-prima virgem. Nas últimas duas décadas, uma chapa de papelão onda C possuía uma gramatura média de 440g. Atualmente, são produzidas com uma gramatura média é de 380g, sem nenhuma perda de qualidade e resistência.